Contagem Regressiva para Moms & Dads

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Falando nisso

ou Que fim levaram os gatos.

O Jack está atualmente residindo no subsolo do nosso quintal, a Meg foi embora com a Jana e o Jairton quando eles mudaram para LINS no final de dezembro e o Negão nesse exato momento está no meio de seu passeio noturno.

Óbvio que o Rô quis ficar com o gato, apesar dos meus protestos e razões absolutamente lógicas. Mas esse gato é mto engraçado. Ele conversa com a gente, sobe na cama pra acordar, entra e sai quando lhe bem quer e aparentemente está de caso com a gata do vizinho.
Mas sem pobrema: o levamos no veterinário, está devidamente vacinado e castrado. Pobrezinho, desbolado...E o melhor, na carteirinha do veterinário, o Negão se chama Bob. "Big Black Cat" ficaria estranho.
Agora preciso achar um gatil pra deixar ele enquanto estivermos viajando, pq desgraça pouca é bobagem. Depois que o casal saiu daqui de casa, entrou o Mark, kiwi segundo gerente da fazenda. Que é dono de um cachorro, Diesel, simpático porém late muito.

Apesar da aparente trégua entre os animais da casa, melhor não dar sorte pro azar.

Licenses

O Rô, que já é muito habilidoso, agora também é habilitado!
Depois de 3 provas teóricas que fizemos juntos - aqui pode fazer a prova teórica com tradutor - e uma prova prática muito tensa, ele tirou a carteira de motorista kiwi. Agora a próxima licença que ele quer é a de armas, pra poder caçar com armas de gente grande. Nem preciso dizer que vou utilizar todas as minhas habilidades pra protelar essa licença o quanto puder!

E eu, também habilidosa mas não habilitada, estou tirando minha licença de gerente. Pra poder ser responsável pela venda de bebidas alcoólicas, eu preciso fazer um curso (que fiz hj. Detalhe: fui e voltei de Ashburton sozinha!), depois enviar o certificado do curso pro Conselho distrital e receber uma licença. Quando eu receber essa licença, eu faço uma entrevista com a responsável pelas licenças do distrito e recebo meu Certificado de Gerente Geral. Complexo e chato, mas mto necessário.

Especialmente depois que descobri que odeio lidar com gente bêbada. E aqui parece que eles bebem bem mais.

I'll be home for christmas

*sorriso amarelo* he he...então né? sumida eu, imagina?! Faz de conta que não faz mais de mês que escrevo aqui. Voltando ao assunto.

Eu me lembro de dizer que ia ignorar o natal esse ano. Aparentemente não me levei mto a sério, pq fiz farofa úmida, comprei presentes, cartões, fomos na casa do Sandro com mais uma penca de brasileiros sem lar, teve até Papai Noel magrelo e com cara de doente. Coitado, tinha acabado de sair do hospital com infecção estomacal.

No geral, foi divertidíssimo, mta comida, feijão tropeiro, churrasco, cenoura assada, companhia gostosa, amigo secreto, mto melhor do que o esperado e temos até fotos que ainda estão dentro da máquina.

Trabalhei no dia de Natal, que para os kiwis é mais importante que a véspera. Eles saem pra almoçar e fazer barbecue. O hotel estava lotado e foi bem movimentado.

Presentes: eu dei pro Rô um helicóptero de brinquedo que voa de verdade (que já está quebrado. Boys will be boys) e uma caixa de ferramentas linda, de metal, vermelha. Com várias ferramentas dentro!!! Ele me deu um pingente de ouro com brilhantes de coração e um rádio-relógio que estaciona o iPod. E no Boxing Day ainda nos demos uma flat screen 32", que em minha defesa estava em suuper promoção!

Papai Noel foi generoso na residência Mazziotti Macario!! Isso pq combinamos de dar só uma lembrancinha.

Finalmente recebemos notícia que os presentes que mandamos pro Brasil chegaram lá na casa da sogra! O pacote que mandamos pra minha mãe chegou uns dois dias antes do Natal e o que ela mandou chegou aqui dia 24!! Talk about good timing! Mas os do meu irmão não. Triste! Minha cunhada perdeu um pacote de Tim-Tam no Limbo Postal.

Eu trabalhei do dia de natal até o dia 7 de janeiro sem folga, no período mais cheio do ano no hotel. Lá pelo dia 4 estava sobrevivendo a base de pílulas de cafeína e pura força de vontade, pq se vc me perguntasse, nem meu nome sabia mais.

Agora, estamos contando os minutos pras nossas férias e super viagem. Mal posso esperar!!! yey!!!!!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Update felino ou O gato subiu no telhado

Tristes notícias: o Jack foi diagnosticado com Leucemia Felina e está de passagem marcada para o céu dos gatos legais. A doença causou outros tumores e a falência renal, ele não aguentaria o tratamento.

Mais triste ainda, a leucemia felina é altamente contagiosa para outros gatos, então vamos ter que testar a Meg e o Negão. Ai meu São Francisco de Assis, ampare esses pobrezinhos...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Nós gatos já nascemos pobres

Dramas felinos.
Nossa casa abriga 3 gatos. A Meg, adotada pela Jana, o Jack - irmão da Meg - adotado pelo Juliano que voltou pro Brasil, e o Negão, gato de rua, também adotado pelo Juliano safado sem vergonha que foi embora.

Primeiro o Jack ficou doente. Foi no vet, voltou com uma porção de remédios e começou a melhorar. Aí deu uma paralisia estranha no rosto dele essa semana, voltou no vet e descobriu que os remédios anteriores mais predisposição genética levaram o pobre gato à falência renal. Ele está lá internado, por um fio, sem saber se melhora ou se vai para o céu dos gatos legais.

E nesse meio tempo, o Negão sumiu. Ficou fora de casa uns 5 dias e nós achando que tinha morrido, pq nesses cinco dias deu ventania, sol forte, chuva de granizo, tempestade. O Rô estava inconsolável, apaixonado pelo gato que é. Até que ontem a noite, liga aqui em casa o Gustavo. O Gordo que atende e quase me arrasta com ele lá pra casa deles.
Chego lá e quem havia surgido, miraculosamente escapando dos dois cachorros comedores de gatos do vizinho??? O próprio! Que alegria!! O Negão reapareceu e estava morrendo de fome, coitado. Agora, alimentado e quentinho, ele dorme no sofá, se recuperando da aventura.

Pela conversa entre ele e o Rô ontem a noite, foi uma experiência memorável, mas acho que ele não vai querer repetir assim tão cedo.

Cruzando a Ponte

Moramos entre a cruz e a caldeirinha. Pelo menos para mim e meu medo de dirigir.
Se eu quiser ir pra Methven, tem uma serra linda, passando pelo Rakaia Gorge e com curvas impossíveis. Se eu quiser ir pra Rakaia e Ashburton, tem a ponte. Uma ponte gigantesca, sobre o Rio Rakaia, com duas míseras faixas apertadas e mtos caminhões. Nem preciso dizer que até agora, eu só ia dirigindo até o hotel e de volta pra casa. No máximo até Hororata.

Até que a Dai apareceu, mulher do Gustavo, que moram aqui na fazenda. Ela trabalha lá no htl tb, como kitchen hand e também está aprendendo a dirigir e perder o medo. Então vamos juntas pro hotel, de vez em quando ela dirige, de vez em quando eu. Semana passada, decidimos que estava na hora de cruzar a ponte.

Para incentivar, marquei um horário na médica em Rakaia numa hora que o Gordo não poderia levar mesmo. Passei lá, peguei ela e fomos, rezando, cantando, quase chorando de nervoso mas fomos, eu dirigindo.
E não é que chegamos? Chegamos em Rakaia, fui na médica fiz exame, saimos, fomos na Rd1, fomos pra Ashburton, estacionamos, compramos compramos compramos e na volta, ela voltou dirigindo.
O carro está intacto, nós estamos intactas e absurdamente orgulhosas, a ponte não saiu do lugar com a gente em cima e nenhum caminhão tentou me atropelar. Impressionante.

Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Pré-Natal

Estou até impressionada com a minha eficiência natalina. Hj é dia 16 e não tenho nadica de nada de presentes pra comprar. Comprei o último presente ontem, um jogo de lençol pra Dai e pro Teta.
Tá certo que não temos tantos presentes assim pra dar, mas até os do povo brasileiro já foram!! O correio daqui me prometeu que chegaria antes do Natal, mas o correio daí, que nunca me viu mais gorda nem sabe que eu morro de antecipação, não me prometeu nada. Logo, nada ainda!

Não vou montar árvore esse ano. Estou protestando e vendo se o Natal passa mais rápido assim. Porque digo que, mesmo com cartões enviados, presentes comprados e planos de jantar no dia 24 com amigos, o Natal longe de casa ainda dói um pouco.

Depois de mta consideração e "veja com o Brent"e "veja lá no hotel" como vai ser, eu vou trabalhar no dia de Natal (que é o importante pra eles aqui. Almoço no dia de Natal, não ceia na véspera) e o Gordo vai folgar. No dia 24 eu trabalho cedo pra poder sair pra jantar, depois que expliquei pra gerente que brasileiro é estranho mesmo e comemora na véspera.

No ano-novo, trabalhamos os dois. Bummer.
A única vantagem é que em feriados públicos, a gente recebe vez-e-meia mais um dia de folga.

We wish you a merry christmas and a Happy new year! Cheers!! =)