Eu estou em dúvida se ainda é mto cedo pra escrever esse post. Porque, na verdade, não sei se já consegui assimilar o que aconteceu e o que não aconteceu. Porque ainda não acabou e de manhã senti um tremor de 3 segundos que balançou as portas e janelas e fez meu coração ir parar no joelho direito e o estômago no joelho esquerdo.
Porque quando o caminhão passou na rua agorinha fazendo barulho eu quase chorei.
Sim, eu ainda estou apavorada. Mesmo que ninguém tenha morrido, que a minha tevê continue intacta, que a casa está de pé e sem rachaduras, a energia tenha voltado faz tempo e a água também e que da minha casa para o sul nada tenha acontecido. Fomos ontem pra Ashburton e está tudo perfeitinho, como deveria estar, como estava antes das 4.35am de sábado.
Eu estava dormindo e acordei como a exorcisada Linda Blair, chacolhando sozinha numa cama de casal, com o barulho mais horrível que nunca imaginei de portas gavetas armários janelas garrafas tudo se mexendo e a casa inteirinha como se estivesse em cima de um barquinho em uma tempestade no meio do mar, sentindo ondas e ondas. Ondas, é, é assim que se sente. Não uma vibração, mas ondas. Agora, after-shocks que ainda estão aparecendo, esses sim são vibração, uma tremidinha rápida, o suficiente pra ligar o cérebro na função correr.
Eram 4.35am, eu estava dormindo e meu cérebro não ligou a função correr. Foram só 40 segundos, no máximo. Mas deu tempo de pensar em um monte de coisa... Cadê o Rô? Ele está no shed ou no pasto. Tomara que esteja no pasto. A luz acabou. Minha lanterna está no carro. Vou ter que chegar no carro e pegar a lanterna. Estou sozinha ou a Lisa está em casa ainda? Acabou? Acabou? Por favor diz que acabou. Tem um quadro em cima da minha cabeça por favor permita que ele não caia em mim. Terremoto, eu tenho que ir pra baixo do batente da porta. Pernas não funcionam no momento. Cadê o gato? Meu celular tem bateria? Tem. Acabou? acabou.
This is it or was it just the first one before the Big one? Esse é o pensamento mais assustador de todos.
(Mais um after shock, agora.)
Acabou. Levantar da cama, Ipod pra iluminar o caminho e chegar na lanterna, ouvir a Lisa graças a Deus - "Holy Fuck!!" - pegar o celular, ligar pro Rô que deixou o celular em casa, ir pra cozinha, olhar a sala, analisar os danos, Lisa não pisa no chão da cozinha que tem garrafa quebrada, tem uma luz chegando, é o Rô. Respira.
Abraço. Beijo. Adrenalina e um pequeno terremoto pessoal. Pronto, passou. Full control mode.
O cavalo foi parar 4 pastos pra lá, o fogão está 30 cm longe da parede, mas nada além de uma garrafa de vodka vazia e um spray de ajax quebrado. Obrigada Deus. Obrigada. Obrigada.
Agora vamos ver como estão os outros, o shed, as vacas, as casas, a mulher do paquistanês que está grávidíssma. O Rô estava no shed, por um momento achou que estava bêbado e no momento seguinte, pulou 3 cercas e foi pro meio do pasto. Ágil.
Mais importante, vamos ficar juntos, porque daqui a pouco o sol vai nascer e tudo vai ficar um pouco menos assustador. O gato voltou pra casa miando desesperado e inconsolável.
A Juliet já está com o rádio ligado e disse que foi 7.4, começou em Chch e foi sentido até Invercargill - 600km. Os cachorros não estão nem aí e querem voltar a dormir. A tv de plasma do Brent, 50 polegadas, virou tapete e sucata.
Pegar o fogareiro de acampamento, todas as lanternas e fazer café na casa da Dai, como todo mundo junto.
O sol saiu, a vida continua, vamos ver o que quebrou. Voltei pra casa, voltaram pra fazenda, celular tocou, fui pro htl e lá fiquei até o dia seguinte, limpando garrafas quebradas, comemorando o que não quebrou, cancelando reservas e o almoço de dia dos pais que foi domingo, especulando o que vai acontecer e tentando entender. Quem mora em Darfield e Coalgate não pode sair porque as pontes do caminho estão danificadas.
Dormir não ajuda mto. Não dá pra descansar de verdade. Não consigo assistir o jornal e ver imagens de Christchurch. São lugares que conheço, que frequento, o shopping, o centro, a rua, dói no coração ver, as estradas rachadas, paredes caídas. Não dá. Não sei quando vai dar.
Já sinto saudade da vida que era quando o chão, imóvel, era a constante. A certeza que foi arrancada do cotidiano, que do chão não passa, que a terra é imóvel.
Não quero nunca passar por isso de novo. Mas obrigada Deus, por não deixar o porta-retrato cair na minha cabeça nem o shed na cabeça do Rô.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Fotômetro
"No Vale Encantado quem sorri, pega o céu com a mão"
Lembrei desse versinho esses dias, enquanto voltávamos pra casa, eu e Dai, e a Lua (com L maiúsculo mesmo) nascia laranja no canto, saindo de trás do morro e ficaram as duas embasbacadas, babando com aquela cor, aquela imensidão logo ali, cor de fogo, me fazendo achar que a nave-mãe estava vindo me pegar ou que as árvores ardiam sem queimar.
E nesse estado de graça chegamos à mútua conclusão que não ia adiantar tirar foto, pq a máquina não capta o que os nossos olhos estavam vendo. Que é necessário conhecer a Lua, o laranja e a graça pra poder ver. É preciso lembrar de uma noite, quando eu voltava do tatuapé com meus pais depois de um dia de brincadeiras e risadas com a Mariana e a Roberta e miojo e vi a mesma lua laranja-amarela, gigante, espantosa.
As câmeras não pegam a luz que vem do sol ao nascer, lá pelas 7h30 da madrugada e tinge o branco-puro da neve nas montanhas do cor-de-rosa mais perfeito, aquele que eu quero colocar numa caixinha e pedir pra minha mãe fazer um vestido de chita, daquela cor exatamente.
Ou a muralha branca da neblina quando a gente faz a curva e as nuvens estão ali, abraçando o carro e parecendo na verdade que o mundo acabou em barranco.
E o brilho daquela mesma lua, agora já azul, iluminando as montanhas e fazendo o recorte branco aparecer na noite escura pontilhada de estrelas, incomodando os olhos, refletindo o gelo no asfalto, parecendo que essa rua é minha mesmo e eu mandei ladrilhar de pedrinhas de brilhante.
Isso tudo não aparece nas fotos mas a gente vê todo dia.
Lembrei desse versinho esses dias, enquanto voltávamos pra casa, eu e Dai, e a Lua (com L maiúsculo mesmo) nascia laranja no canto, saindo de trás do morro e ficaram as duas embasbacadas, babando com aquela cor, aquela imensidão logo ali, cor de fogo, me fazendo achar que a nave-mãe estava vindo me pegar ou que as árvores ardiam sem queimar.
E nesse estado de graça chegamos à mútua conclusão que não ia adiantar tirar foto, pq a máquina não capta o que os nossos olhos estavam vendo. Que é necessário conhecer a Lua, o laranja e a graça pra poder ver. É preciso lembrar de uma noite, quando eu voltava do tatuapé com meus pais depois de um dia de brincadeiras e risadas com a Mariana e a Roberta e miojo e vi a mesma lua laranja-amarela, gigante, espantosa.
As câmeras não pegam a luz que vem do sol ao nascer, lá pelas 7h30 da madrugada e tinge o branco-puro da neve nas montanhas do cor-de-rosa mais perfeito, aquele que eu quero colocar numa caixinha e pedir pra minha mãe fazer um vestido de chita, daquela cor exatamente.
Ou a muralha branca da neblina quando a gente faz a curva e as nuvens estão ali, abraçando o carro e parecendo na verdade que o mundo acabou em barranco.
E o brilho daquela mesma lua, agora já azul, iluminando as montanhas e fazendo o recorte branco aparecer na noite escura pontilhada de estrelas, incomodando os olhos, refletindo o gelo no asfalto, parecendo que essa rua é minha mesmo e eu mandei ladrilhar de pedrinhas de brilhante.
Isso tudo não aparece nas fotos mas a gente vê todo dia.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Mostra a tua cara
Immigration services
Só pra avisar que aplicamos para um visto novo semana passada. Torçam junto conosco. Mais dois aninhos pofavô pq a papelada é chatíssima pra ter que fazer de novo ano que vem.
Devemos receber a resposta em até um mês.
Devemos receber a resposta em até um mês.
Winter wonderland
O inverno chegou e se fez especialmente confortável aqui na NZ.
O vidro do carro congela a partir das 18h, o gelo nas estradas torna dirigir ainda mais perigoso, o laguinho do campo de golfe congelou e vai permanecer congelado por algumas semanas, até o sol resolver aumentar o raio do seu curso diário e sair de trás das árvores.
A gente congela só de pensar em sair de casa, as vacas comem grama congelada, o nariz congela também e aparentemente eu sou uma aberração da natureza pq não curto esquiar. Já nevou algumas vezes, mas ultimamente os dias são lindos, ensolarados e curtíssimos.
Os bezerros vão começar a nascer logo, as ovelhinhas também e se tudo der certo, as moscas não.
Os meninos saíram pra caçar com o Richard, que é kiwi até os ossos, e mataram um veado cuja costela se encontra no meu freezer e galhada na casa do Teta.
É nessa época do ano que as fazendas têm suas reviravoltas de funcionários e aqui foi o seguinte: o indiano Só-Um/Juswant foi se embora pra Pasárgada e voltou a Lisa. Ela morava aqui em casa quando chegamos e depois foi fazer um curso de esteticista. Voltou agora pra tomar conta dos bezerros. Junto com ela, todo o equipamento de beleza comprado. Agora tenho uma esteticista in-house! Yey me!
As escolas estão de férias e o hotel está cheio. A lareira fica ligada o dia inteiro e o combustível da nação é chocolate quente.
Gorros, cachecóis, jaquetas, meias, cobertor elétrico, aquecedor no banheiro, conforto, preguiça, roupa no varal que não seca, comida comida comida. Chocolate hummmmmm
Nesse país onde as estações do ano e suas obrigações dentro dela são bem definidas, o inverno é a época de beber mulled wine e reclamar do frio.
O vidro do carro congela a partir das 18h, o gelo nas estradas torna dirigir ainda mais perigoso, o laguinho do campo de golfe congelou e vai permanecer congelado por algumas semanas, até o sol resolver aumentar o raio do seu curso diário e sair de trás das árvores.
A gente congela só de pensar em sair de casa, as vacas comem grama congelada, o nariz congela também e aparentemente eu sou uma aberração da natureza pq não curto esquiar. Já nevou algumas vezes, mas ultimamente os dias são lindos, ensolarados e curtíssimos.
Os bezerros vão começar a nascer logo, as ovelhinhas também e se tudo der certo, as moscas não.
Os meninos saíram pra caçar com o Richard, que é kiwi até os ossos, e mataram um veado cuja costela se encontra no meu freezer e galhada na casa do Teta.
É nessa época do ano que as fazendas têm suas reviravoltas de funcionários e aqui foi o seguinte: o indiano Só-Um/Juswant foi se embora pra Pasárgada e voltou a Lisa. Ela morava aqui em casa quando chegamos e depois foi fazer um curso de esteticista. Voltou agora pra tomar conta dos bezerros. Junto com ela, todo o equipamento de beleza comprado. Agora tenho uma esteticista in-house! Yey me!
As escolas estão de férias e o hotel está cheio. A lareira fica ligada o dia inteiro e o combustível da nação é chocolate quente.
Gorros, cachecóis, jaquetas, meias, cobertor elétrico, aquecedor no banheiro, conforto, preguiça, roupa no varal que não seca, comida comida comida. Chocolate hummmmmm
Nesse país onde as estações do ano e suas obrigações dentro dela são bem definidas, o inverno é a época de beber mulled wine e reclamar do frio.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Verde-esperança
Pequenas alegrias da vida: encontrar chuchu pra vender no supermercado na Nova Zelândia. Chuchu!! Eu AMO chuchu!! comprei dois e já comi um. Pagamos a bagatela de $2.5 cada um, mas valeu a pena.
Segundo minha sogra, grande entendedora de assuntos verdes, chuchu se planta inteiro, com a bunda pra cima, perto da cerca. Vou ter que voltar lá no Pak'nSave e comprar outro pra plantar e ver se dá que nem chuchu na cerca.
Depois do inverno polar que já chegou por aqui, porque no momento, nem cabelo nasce.
Grandes alegrias da vida: Mariana vai casar!!! Com o Márcio-vítima!!!!!!! Em fevereiro, no brasil, lógico, porque eles moram lá, dã. E ainda me disse hj que será/seria minha vizinha de rua. Pérai, pausa pra eu chorar de saudade.
Já contei a história da pop-up-person?? Não? Tem relação, eu juro. Vamos lá então:
Em março tivemos muitos casamentos acontecendo no hotel. Um deles foi absolutamente perfeito, cerimônia linda, noiva com o vestido que eu escolheria pra mim se fosse loira escultural como ela, mesas perfeitas, música excelente, tudo. E uma pop-up-person no cantinho.
A noiva escolheu uma de suas melhores amigas pra ser bridesmaid, mas ela não pôde porque mora no Reino Unido.
Então mandou-se fazer a pessoa, a respectiva faltante, em tamanho natural, fotografada com vestido de festa e segurando um copo, brindando de papelão a felicidade dos noivos. E botaram o bendito papelão humano no canto, perto da mesa principal, e lá a moça ficou a festa inteira.
Eu não consigo esquecer essa moça por nada desse mundo. Aquele dia chorei muito. E prometi que, para as pessoas importantes da minha vida, eu nunca seria uma pop-up-person.
EU NÃO SEREI UMA POP-UP-PERSON NOS CASAMENTOS/NASCIMENTOS/BATIZADOS/FUNERAIS ALHEIOS! E tenho dito.
Tendo dito isso, a passagem pro Brasil atualmente está custando aprox $4000 dólares. Americanos. Sim, é o preço de uma só. Dá pra todo mundo casar ao mesmo tempo?
Segundo minha sogra, grande entendedora de assuntos verdes, chuchu se planta inteiro, com a bunda pra cima, perto da cerca. Vou ter que voltar lá no Pak'nSave e comprar outro pra plantar e ver se dá que nem chuchu na cerca.
Depois do inverno polar que já chegou por aqui, porque no momento, nem cabelo nasce.
Grandes alegrias da vida: Mariana vai casar!!! Com o Márcio-vítima!!!!!!! Em fevereiro, no brasil, lógico, porque eles moram lá, dã. E ainda me disse hj que será/seria minha vizinha de rua. Pérai, pausa pra eu chorar de saudade.
Já contei a história da pop-up-person?? Não? Tem relação, eu juro. Vamos lá então:
Em março tivemos muitos casamentos acontecendo no hotel. Um deles foi absolutamente perfeito, cerimônia linda, noiva com o vestido que eu escolheria pra mim se fosse loira escultural como ela, mesas perfeitas, música excelente, tudo. E uma pop-up-person no cantinho.
A noiva escolheu uma de suas melhores amigas pra ser bridesmaid, mas ela não pôde porque mora no Reino Unido.
Então mandou-se fazer a pessoa, a respectiva faltante, em tamanho natural, fotografada com vestido de festa e segurando um copo, brindando de papelão a felicidade dos noivos. E botaram o bendito papelão humano no canto, perto da mesa principal, e lá a moça ficou a festa inteira.
Eu não consigo esquecer essa moça por nada desse mundo. Aquele dia chorei muito. E prometi que, para as pessoas importantes da minha vida, eu nunca seria uma pop-up-person.
EU NÃO SEREI UMA POP-UP-PERSON NOS CASAMENTOS/NASCIMENTOS/BATIZADOS/FUNERAIS ALHEIOS! E tenho dito.
Tendo dito isso, a passagem pro Brasil atualmente está custando aprox $4000 dólares. Americanos. Sim, é o preço de uma só. Dá pra todo mundo casar ao mesmo tempo?
segunda-feira, 26 de abril de 2010
A vida como ela é
Estamos ótimos. Sem grandes novidades, numa confortável e agradável rotina, trabalhando, passeando, morrendo de saudade.
O Mark foi para Rangiora e graças a deus deixou a casa inteira para nós.
Nossa viagem de férias em fevereiro com moms e dads foi excelente e inequecível. Estou aguardando o vídeo ansiosamente.
O hotel está bem, ficando mais calmo com a aproximação do inverno. A fazenda idem, com seus dramas habituais de brasileiros, indianos, barbudos e kiwis teimosos. Fiz a prova e tirei meu certificado do curso da licença e já mandei pro negócio lá, agora é esperar pra fazer uma entrevista com uma pessoa e finalmente receber a dita cuja.
Nosso primeiro aniversário de casamento foi domingo agora e comemoramos com os amigos numa festinha deliciosa aqui em casa e um bolo fantástico.
Sobre o mundo animal, o Negão passa bem, apesar de ter um machucado na bochecha. Pegamos emprestado as duas cabras do vizinho e elas já comeram quase toda a nossa grama. Cabras são fontes infindáveis de diversão. Essas daqui curtem banana. E depois de um episódio digno de filme de terror, o Gordo dedetizou nossa casa contra as aranhas pernósticas que tentaram invadir a residência.
Trocamos de carro de novo: o Gordo vendeu o dele e comprou outro, uma perua Mondeo branca que parece uma ambulância bunduda mas é muito confortável.
As amizades seguem firme e forte, o Teta comprou um arco e flecha e o Gordo uma pistola de bolinha, eu e a Dai já vamos pra Ashburton sozinhas sem stress, o pub tá lá ainda, a warehouse, o supermercado, a igreja. Outro dia fomos na missa na catedral em Chch e foi uma das missas mais lindas que já vi, com um coral gigantesco e um padre africano mto carismático.
Agora, o próximo passo e preocupação na nossa vida é renovar o visto pra ficarmos mais dois anos. Isso significa que não sabemos se e quando voltaremos pro Brasil.
Isso também dói bastante e a saudade não diminui nem um pouquinho.
O Mark foi para Rangiora e graças a deus deixou a casa inteira para nós.
Nossa viagem de férias em fevereiro com moms e dads foi excelente e inequecível. Estou aguardando o vídeo ansiosamente.
O hotel está bem, ficando mais calmo com a aproximação do inverno. A fazenda idem, com seus dramas habituais de brasileiros, indianos, barbudos e kiwis teimosos. Fiz a prova e tirei meu certificado do curso da licença e já mandei pro negócio lá, agora é esperar pra fazer uma entrevista com uma pessoa e finalmente receber a dita cuja.
Nosso primeiro aniversário de casamento foi domingo agora e comemoramos com os amigos numa festinha deliciosa aqui em casa e um bolo fantástico.
Sobre o mundo animal, o Negão passa bem, apesar de ter um machucado na bochecha. Pegamos emprestado as duas cabras do vizinho e elas já comeram quase toda a nossa grama. Cabras são fontes infindáveis de diversão. Essas daqui curtem banana. E depois de um episódio digno de filme de terror, o Gordo dedetizou nossa casa contra as aranhas pernósticas que tentaram invadir a residência.
Trocamos de carro de novo: o Gordo vendeu o dele e comprou outro, uma perua Mondeo branca que parece uma ambulância bunduda mas é muito confortável.
As amizades seguem firme e forte, o Teta comprou um arco e flecha e o Gordo uma pistola de bolinha, eu e a Dai já vamos pra Ashburton sozinhas sem stress, o pub tá lá ainda, a warehouse, o supermercado, a igreja. Outro dia fomos na missa na catedral em Chch e foi uma das missas mais lindas que já vi, com um coral gigantesco e um padre africano mto carismático.
Agora, o próximo passo e preocupação na nossa vida é renovar o visto pra ficarmos mais dois anos. Isso significa que não sabemos se e quando voltaremos pro Brasil.
Isso também dói bastante e a saudade não diminui nem um pouquinho.
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