Não tenho escrito por pura falta de assunto. Ou falta de um bom assunto ou boa noticia. Estamos vivos e bem, porem desempregados. Morando na casa do Juliano, que esta bem perto de se tornar a pensão do Juliano.
Nao quero ficar me lamentando. Estamos procurando bastante e tenho certeza que vamos achar logo. Talvez tenhamos de mudar de cidade, mas tudo bem. Ainda essa semana vamos na imigracao e vamos tirar esse bendito visto que mal me deixa dormir a noite. Se tudo falhar, vejo vcs em breve. Ta bom, eu sei, nada de pessimismo.
Acho que acabou a lua-de-mel com a Nova Zelandia. Reality is kicking in.
Ah, coisa hiper legal pra contar: nevou. Nevou mesmo, de verdade, floquinhos caindo no chao, bonecos, bolas atiradas, arvores brancas, pastos brancos, montanhas brancas, tudo coberto com uns 15cm de neve fofinha.
Nem preciso dizer que us brasileiro jeca ficaro tudo tonto!! E isso pq foi so um diazinho de neve.
Pai, parabéns atrasadésimo. Eu juro que não esqueci. Só estava longe de um telefone decente.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Só pra dar notícias
Primeiro gostaria de anunciar que achei, graças a Deus, a cedilha, os acentos, tils, dois pontos e todos os sinais ortográficos da língua portuguesa no meu teclado e por isso sou um pouquinho mais contente.
Depois queria dizer que essa semana vai ser turbulenta: estamos saindo dessa fazenda, que foi vendida e ainda não tenho certeza 100% absoluta do que vai acontecer. O rumo que as coisas estão tomando é o seguinte: eu vou trabalhar em Methven, no Southern Cross Lodge, na cozinha, durante a temporada de inverno. Sábado vamos ter confirmação, mas provavelmente o Rô vai trabalhar em outra fazenda em Rakaia. Sim, são duas cidades diferentes. Não, não sei. Mas eu aviso, porde deixar.
Fomos no médico da imigração que, depois de muitos exames longos e confabulação, descobriu que o Rô tem diabetes. he he he. Eu sei, mentir pro médico é errado, mas a gente quase conseguiu.
Pausa pq eu tenho que voltar pra trabalhar. Depois eu conto mais.
Depois queria dizer que essa semana vai ser turbulenta: estamos saindo dessa fazenda, que foi vendida e ainda não tenho certeza 100% absoluta do que vai acontecer. O rumo que as coisas estão tomando é o seguinte: eu vou trabalhar em Methven, no Southern Cross Lodge, na cozinha, durante a temporada de inverno. Sábado vamos ter confirmação, mas provavelmente o Rô vai trabalhar em outra fazenda em Rakaia. Sim, são duas cidades diferentes. Não, não sei. Mas eu aviso, porde deixar.
Fomos no médico da imigração que, depois de muitos exames longos e confabulação, descobriu que o Rô tem diabetes. he he he. Eu sei, mentir pro médico é errado, mas a gente quase conseguiu.
Pausa pq eu tenho que voltar pra trabalhar. Depois eu conto mais.
sábado, 17 de maio de 2008
Verdes de inveja
Vocês vão ficar depois que eu contar o que comprei ontem. Mas antes tem historinha sobre a cultura kiwi.
Por aqui, não existe a cultura do acúmulo material, aquele história de guardar até parafuso enferrujado, porque um dia pode precisar. Também não tem esse negócio de comprar coisa de grife, ostentar a riqueza, dirigir o melhor carro. (Isso eu estou falando da região rural da Nz, aqui nesse meu mundinho) As pessoas usam moletom, casacos, todo mundo compra roupa na Warehouse e jipe 4X4 é super barato (mesmo, tipo uns $8mil vc encontra um usado. Menos, se procurar), porque não dá pra viver sem.
Só que ser humano é ser humano, e todo mundo troca de aparelhos e até de país um dia, certo? Certo. Ai aparece uma garage sale, um placa que vc vê na cidade assim que sai do supermercado, e de repente tá todo mundo lá.
Ou um Wastebusters, que é um centro de reciclagem em Ashburton onde eu levo meu lixo (sim, eu carrego meu lixo reciclável) e onde tem uma loja grande de usados, tudo, desde coisas para casa, galões de tinta, panelas, crockery, móveis, tudo. Foi lá que compramos, entre outras coisas
, uma televisão de 29polegadas por $50, um espelho por $5, panelas por $1, etc e tal. Tem roupas tb, inclusive comprei um casaco de chuva lindo por $4 que o Rodrigo fala que é de gente que morreu. Assim, o casaco virou "o casaco do morto".
Outra coisa que tem aqui que tem aí tb, mas é considerado lixo, deus-me-livre, coisa de pobre-retirante-que-mudou-pra-sumpaulo-agora, são as lojas da Red Cross e Salvation Army. Lojas grandes, iluminadas, nos centros, abarrotadas de roupas do inverno passado por $1 ou $2, casaco de couro por $8 (comprei, tá! Morra de inveja numero1), jogo de taças de vinho, 8 por $5, tudo em excelente estado. De verdade! Quase compramos uma cômoda linda, com espelho gigante por $25. E um bar novinho por $20. Mas infelizmente, o carro é pequeno.
Então finalmente chegando ao que que queria contar. Ontem, sábado, demos um pulinho (7km) em Methven pra comprar um negócio pro almoço quando demos de cara com a placa da garage sale na South Belt St que ia começar agorinha às 13h. Quando chegamos lá, encontramos uma panela de arroz elétrica (nova obsessão do Rodrigo. Tá aprendendo com o filipino) por $2 e uma bolsa que eu agarrei imediatamente por $3. Mal sabia eu o que estava agarrando. Encontramos tb o Sandro e a Helen e a Simone e o marido, nossos vizinhos e conterrâneos.
Discutimos sobre como tinha acabado tudo super rápido e sobre o jogo de sofá que custava $400 e a Helen queria. Fomos embora felizes.
Quando eu cheguei no carro, jesus amado vc nao acredita!!!! A bolsa que eu comprei por instinto de bolsa. É Louis Vuitton. Original. ORIGINAL. JU-RO-POR-DEUS. Um modelo de lona, bege, quadrado, com alça média e uma estampa grande na frente laranja. Vou tirar fotos.
Trust me, eu sei que é original. É perfeita, está novinha novinha, ainda dobrada e limpinha.
Repetindo, caso vc ainda não tenha entendido a magnitude da minha alegria ontem. Comprei uma bolsa Louis Vuitton original linda por $3.
A versão pirata dessa mesma bolsa que eu já namorava em Sp custa R$90 na 25 de Março. A original custa uns $800 dólares.
E a única pessoa que entendeu o tamanho da compra foi a namorada do Brent, que ficou falando "Holy Shit, it's a Louis Vitton" tão empolgada quanto eu.
Por aqui, não existe a cultura do acúmulo material, aquele história de guardar até parafuso enferrujado, porque um dia pode precisar. Também não tem esse negócio de comprar coisa de grife, ostentar a riqueza, dirigir o melhor carro. (Isso eu estou falando da região rural da Nz, aqui nesse meu mundinho) As pessoas usam moletom, casacos, todo mundo compra roupa na Warehouse e jipe 4X4 é super barato (mesmo, tipo uns $8mil vc encontra um usado. Menos, se procurar), porque não dá pra viver sem.
Só que ser humano é ser humano, e todo mundo troca de aparelhos e até de país um dia, certo? Certo. Ai aparece uma garage sale, um placa que vc vê na cidade assim que sai do supermercado, e de repente tá todo mundo lá.
Ou um Wastebusters, que é um centro de reciclagem em Ashburton onde eu levo meu lixo (sim, eu carrego meu lixo reciclável) e onde tem uma loja grande de usados, tudo, desde coisas para casa, galões de tinta, panelas, crockery, móveis, tudo. Foi lá que compramos, entre outras coisas
, uma televisão de 29polegadas por $50, um espelho por $5, panelas por $1, etc e tal. Tem roupas tb, inclusive comprei um casaco de chuva lindo por $4 que o Rodrigo fala que é de gente que morreu. Assim, o casaco virou "o casaco do morto".
Outra coisa que tem aqui que tem aí tb, mas é considerado lixo, deus-me-livre, coisa de pobre-retirante-que-mudou-pra-sumpaulo-agora, são as lojas da Red Cross e Salvation Army. Lojas grandes, iluminadas, nos centros, abarrotadas de roupas do inverno passado por $1 ou $2, casaco de couro por $8 (comprei, tá! Morra de inveja numero1), jogo de taças de vinho, 8 por $5, tudo em excelente estado. De verdade! Quase compramos uma cômoda linda, com espelho gigante por $25. E um bar novinho por $20. Mas infelizmente, o carro é pequeno.
Então finalmente chegando ao que que queria contar. Ontem, sábado, demos um pulinho (7km) em Methven pra comprar um negócio pro almoço quando demos de cara com a placa da garage sale na South Belt St que ia começar agorinha às 13h. Quando chegamos lá, encontramos uma panela de arroz elétrica (nova obsessão do Rodrigo. Tá aprendendo com o filipino) por $2 e uma bolsa que eu agarrei imediatamente por $3. Mal sabia eu o que estava agarrando. Encontramos tb o Sandro e a Helen e a Simone e o marido, nossos vizinhos e conterrâneos.
Discutimos sobre como tinha acabado tudo super rápido e sobre o jogo de sofá que custava $400 e a Helen queria. Fomos embora felizes.
Quando eu cheguei no carro, jesus amado vc nao acredita!!!! A bolsa que eu comprei por instinto de bolsa. É Louis Vuitton. Original. ORIGINAL. JU-RO-POR-DEUS. Um modelo de lona, bege, quadrado, com alça média e uma estampa grande na frente laranja. Vou tirar fotos.
Trust me, eu sei que é original. É perfeita, está novinha novinha, ainda dobrada e limpinha.
Repetindo, caso vc ainda não tenha entendido a magnitude da minha alegria ontem. Comprei uma bolsa Louis Vuitton original linda por $3.
A versão pirata dessa mesma bolsa que eu já namorava em Sp custa R$90 na 25 de Março. A original custa uns $800 dólares.
E a única pessoa que entendeu o tamanho da compra foi a namorada do Brent, que ficou falando "Holy Shit, it's a Louis Vitton" tão empolgada quanto eu.
sábado, 10 de maio de 2008
De luto
Vou escrever pouquinho, so pra avisar que agora tenho internet em casa e que, Mari, preciso do seu telefone.
Estou triste triste triste.
Minha avo Jandira morreu nessa quinta-feira, depois de um periodo sofrendo de velhice que segue uma vida tao longa e vivida.
Tivemos menos contato do que gostaria, mas ela me faz muita falta. Vai fazer ainda mais quando eu casar, quando tiver filhos, quando eu voltar pro Brasil.
Mas tenho boas lembrancas e vou me agarrar a elas. E rezar pra ela encontrar leite condensado no ceu e me mandar um pudim.
Estou triste triste triste.
Minha avo Jandira morreu nessa quinta-feira, depois de um periodo sofrendo de velhice que segue uma vida tao longa e vivida.
Tivemos menos contato do que gostaria, mas ela me faz muita falta. Vai fazer ainda mais quando eu casar, quando tiver filhos, quando eu voltar pro Brasil.
Mas tenho boas lembrancas e vou me agarrar a elas. E rezar pra ela encontrar leite condensado no ceu e me mandar um pudim.
sábado, 3 de maio de 2008
Go Crusaders!!!!! ou aventuras inimaginaveis no mundo de Maria Fernanda parte 6
Rugby! Fomos num jogo de rugby!!!!! Molhado e violento.
Crusaders X Sharks, nos torcemos pelos Crusaders pq e o time da regiao de Canterbury. Vermelho e preto sao as cores do time, fui a carater.
O jogo foi em CHC, sexta, as 19h35 (se eu disser que comecou as 19h35, vc acredita??), chovendo, frio, granizo (teve uma brasileira desavisada que achou que estava nevando e ficou toda feliz. Nao, nao fui eu!), familias de kiwis* com muitas criancas totalmente preparadas com cobertores, chips, hot-dog no espeto, gorros, luvas, etc e tal.
O estadio e lindo, super legal, bem sinalizado, cadeirinhas confortaveis, comidinhas, bebidas, souvenirs.
Dentro do campo, e aquela coisa. Montinho, corre, derruba o coitado, e enfaixa a cabeça do outro, derruba de novo, corre mais um pouco, scoooooooooore. Ganhamos 18 a 10. O campo e menor do que parece ser na tv. Alias, e bem pequeno, mais ou menos metade de um de futebol.
Mas bem menos barulhento do que futebol. Diversao organizada, ate demais, if you ask me.
* Kiwi = neo-zelandes. Ou o passarinho, mas esse aind anao achei nenhum. A fruta e kiwifruit, e tem uma versao amarela aqui.
Crusaders X Sharks, nos torcemos pelos Crusaders pq e o time da regiao de Canterbury. Vermelho e preto sao as cores do time, fui a carater.
O jogo foi em CHC, sexta, as 19h35 (se eu disser que comecou as 19h35, vc acredita??), chovendo, frio, granizo (teve uma brasileira desavisada que achou que estava nevando e ficou toda feliz. Nao, nao fui eu!), familias de kiwis* com muitas criancas totalmente preparadas com cobertores, chips, hot-dog no espeto, gorros, luvas, etc e tal.
O estadio e lindo, super legal, bem sinalizado, cadeirinhas confortaveis, comidinhas, bebidas, souvenirs.
Dentro do campo, e aquela coisa. Montinho, corre, derruba o coitado, e enfaixa a cabeça do outro, derruba de novo, corre mais um pouco, scoooooooooore. Ganhamos 18 a 10. O campo e menor do que parece ser na tv. Alias, e bem pequeno, mais ou menos metade de um de futebol.
Mas bem menos barulhento do que futebol. Diversao organizada, ate demais, if you ask me.
* Kiwi = neo-zelandes. Ou o passarinho, mas esse aind anao achei nenhum. A fruta e kiwifruit, e tem uma versao amarela aqui.
Ta congelado, ta tudo congelado!!!
Se vc acha que frio e campos do Jordao, think again. Aqui existe um negocio chamado frosting. Nao e neve, e mais frio que neve. E quando esta muito frio mas nao chove.
Acordamos de manha e a grama estava coberta de gelo,branca. Todos os pastos brancos. As poças de agua estavam congeladas. Nas barras da plataforma das vacas haviam formado mini-estalactites de gelo. As montanhas estao cobertas de neve e acho que a estacao de esqui vai abri logo. O pe nao esquenta por nada nesse mundo e a mao perde a sensibilidade, doi muito muito.
Agora o mais legal de tudo - tinha deixado uma blusa no varal. Depois de uns dias de chuva e essa queda de temperatura, vc ja imagina o que aconteceu, claro. Congelou a blusa. Estava durinha que nem papelao.
Eu ja comprei um monte de roupa termica, aquecedor, mas parece que nao esquenta, porque o vento nao para, destroi o labio, deixa o rosto da gente vermelho e o nariz parecendo uma fonte.
E os caminhoneiros kiwis anda de shorts. Ai god. Vou me acostumar, mas posso congelar tambem no caminho.
Acordamos de manha e a grama estava coberta de gelo,branca. Todos os pastos brancos. As poças de agua estavam congeladas. Nas barras da plataforma das vacas haviam formado mini-estalactites de gelo. As montanhas estao cobertas de neve e acho que a estacao de esqui vai abri logo. O pe nao esquenta por nada nesse mundo e a mao perde a sensibilidade, doi muito muito.
Agora o mais legal de tudo - tinha deixado uma blusa no varal. Depois de uns dias de chuva e essa queda de temperatura, vc ja imagina o que aconteceu, claro. Congelou a blusa. Estava durinha que nem papelao.
Eu ja comprei um monte de roupa termica, aquecedor, mas parece que nao esquenta, porque o vento nao para, destroi o labio, deixa o rosto da gente vermelho e o nariz parecendo uma fonte.
E os caminhoneiros kiwis anda de shorts. Ai god. Vou me acostumar, mas posso congelar tambem no caminho.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Estou viva!!!!!!!!!!!Barely.
E bem, obrigada. E que a semana que passou, desde a segunda, um dia depois da ultima postagem foi tao atipica que nao deu pra escrever. Vou tentar resumir um pouco, senao ficarei escrevendo ate amanha de manha.
Na segunda ligou uma mulher sobre um anuncio de procura-se emprego que eu tinha posto em um site daqui. Na segunda fomos na casa dela em Rakaia. Na terca mudamos de casa e tive um ataque nervoso. Na quarta comecamos a trabalhar. No domingo aprendi a dirigir o carro automatico da fazenda. Ontem milkei o herd todo sozinha. Hoje estamos de folga. Ok, vou explicar com mais calma.
Comecamos a trabalhar numa dairy farm, os dois. Somos trabalhadores bastante bracais porem muito muito bem remunerados. Bem mais do que ganharia como supervisora na Sbux, sad to say. Moramos de graca na fazenda, numa casa grande, 4 quartos, gelada, meio vazia, com excecao da criatura filipina que tambem la reside. E com quem dividimos um banheiro. Mas eu sou zen, depois do ataque nervoso.
Acordamos cedo, mas nem tanto por enquanto, umas 6h. Vai ter dias que teremos que acordar as 4h. Mas eu sou zen.
Sobre o trabalho, bem, eu carpino pastos, limpo o shed, limpo a plataforma, limpo, limpo, limpo. Vc consegue imaginar quanta bosta ha pra limpar com 520 vacas no mesmo recinto. Mas eu sou zen. Mas espere por cenas do proximo capitulo, quando eu terei um ataque histerico porque o negocio e imlimpavel.
Nasceu uma bezerrinha no meio da semana que eu adotei e tenho que alimentar, de mamadeira. Consegue imaginar Maria Fernanda de macacao laranja e verde, coberta de sujeira e de botas de borracha, bone, dando mamadeira pra uma vaquinha???
Essa semana foi lotada de cenas assim, antes inconcebiveis na minha vida ate agora. Dirigir um trator, dirigir um carro, dirigir outro carro, ter bolhas nas maos de carpinar, brigar com mangueiras de alta pressao, tirar leite de vacas (calma, tem maquinas pra isso, eu so encaixo os caps nas tetas. Faça as contas- 520 vacas. 1040 patas traseiras para evitar. 2080 tetas para encaixar o cap. 2 vezes ao dia.), dividir uma casa com um desconhecido total, usar muitas camadas de roupas embaixo do macacao, comprar botas de borracha.
Nao e ruim. E diferente, impensavel. Estou aprendendo tudo de novo. Se antes eu nao sabia o que o futuro me reservava, agora sei menos ainda, mas sei que se abre um novo mundo.
Vou escrever um glossario de palavras relacionadas a vida na fazenda.
Eu adoraria ficar e contar muitos detalhes, mas estou cansada e preciso voltar pra casa. A noticia ruim disso tudo e que estou sem internet, por enquanto, entao as atualizacoes serao menos frequentes.
Mas nao desistam de mim!! Eu prometo que nao vou deixar de contar as aventuras e desventuras que rolam por aqui. Agora com novos personagens- Edwin 1, filipino que mora na casa. Edwin 2, filipino que trabalha na fazenda. (Sim, sao pessoas diferentes. Juro, ja falei que nao consigo inventar essas historias.) E Edgar, o mais novo brasileiro aguapedrense na NZ.
Na segunda ligou uma mulher sobre um anuncio de procura-se emprego que eu tinha posto em um site daqui. Na segunda fomos na casa dela em Rakaia. Na terca mudamos de casa e tive um ataque nervoso. Na quarta comecamos a trabalhar. No domingo aprendi a dirigir o carro automatico da fazenda. Ontem milkei o herd todo sozinha. Hoje estamos de folga. Ok, vou explicar com mais calma.
Comecamos a trabalhar numa dairy farm, os dois. Somos trabalhadores bastante bracais porem muito muito bem remunerados. Bem mais do que ganharia como supervisora na Sbux, sad to say. Moramos de graca na fazenda, numa casa grande, 4 quartos, gelada, meio vazia, com excecao da criatura filipina que tambem la reside. E com quem dividimos um banheiro. Mas eu sou zen, depois do ataque nervoso.
Acordamos cedo, mas nem tanto por enquanto, umas 6h. Vai ter dias que teremos que acordar as 4h. Mas eu sou zen.
Sobre o trabalho, bem, eu carpino pastos, limpo o shed, limpo a plataforma, limpo, limpo, limpo. Vc consegue imaginar quanta bosta ha pra limpar com 520 vacas no mesmo recinto. Mas eu sou zen. Mas espere por cenas do proximo capitulo, quando eu terei um ataque histerico porque o negocio e imlimpavel.
Nasceu uma bezerrinha no meio da semana que eu adotei e tenho que alimentar, de mamadeira. Consegue imaginar Maria Fernanda de macacao laranja e verde, coberta de sujeira e de botas de borracha, bone, dando mamadeira pra uma vaquinha???
Essa semana foi lotada de cenas assim, antes inconcebiveis na minha vida ate agora. Dirigir um trator, dirigir um carro, dirigir outro carro, ter bolhas nas maos de carpinar, brigar com mangueiras de alta pressao, tirar leite de vacas (calma, tem maquinas pra isso, eu so encaixo os caps nas tetas. Faça as contas- 520 vacas. 1040 patas traseiras para evitar. 2080 tetas para encaixar o cap. 2 vezes ao dia.), dividir uma casa com um desconhecido total, usar muitas camadas de roupas embaixo do macacao, comprar botas de borracha.
Nao e ruim. E diferente, impensavel. Estou aprendendo tudo de novo. Se antes eu nao sabia o que o futuro me reservava, agora sei menos ainda, mas sei que se abre um novo mundo.
Vou escrever um glossario de palavras relacionadas a vida na fazenda.
Eu adoraria ficar e contar muitos detalhes, mas estou cansada e preciso voltar pra casa. A noticia ruim disso tudo e que estou sem internet, por enquanto, entao as atualizacoes serao menos frequentes.
Mas nao desistam de mim!! Eu prometo que nao vou deixar de contar as aventuras e desventuras que rolam por aqui. Agora com novos personagens- Edwin 1, filipino que mora na casa. Edwin 2, filipino que trabalha na fazenda. (Sim, sao pessoas diferentes. Juro, ja falei que nao consigo inventar essas historias.) E Edgar, o mais novo brasileiro aguapedrense na NZ.
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